A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 02/11/2023
Sob a perspectiva de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática todos os indivíduos são dignos e tem o mesmo valor, além de seus direitos e deveres garantidos pelo Estado. No entanto, quando se observa a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social, nota-se que esse preceito somente é constatado na teoria, mas não desejavelmente na prática. Isso ocorre tanto devido ao descaso governamental quanto à falta de conscientização.
Em primeira análise, vale salientar que o descaso governamental é um problema que têm como consequência a arquitetura hostil no país, prejudicando cada vez mais uma minoria. Nesse viés, pessoas em situação de rua e pessoas com necessidades especiais são afetadas diariamente e afastadas da sociedade. Segundo o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, como inerente a todo cidadão o direito ao lazer e assistência aos desamparados, conquanto, não é o que tem se reverberado no Brasil diante dos desafios para uma arquitetura inclusiva.
Ademais, a falta de conscientização é outro fator capaz de levar a aceitação do problema, visto que, não são levantadas pautas sobre o assunto. Nesse sentido, muitas pessoas não sabem o que a arquitetura hostil significa, e não entendem os motivos para que ela exista, pois se um problema não é discutido, também não pode ser solucionado. Diante disso, não só moradores de rua como também deficientes físicos e visuais.
Depreende-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Logo, cabe ao Governo Federal investir em uma infraestrutura que inclua todos os cidadãos nos ambientes púbicos, além de promover programas que informem à população a importância das ruas mais assessíveis a todos os indivíduos. A fim de que todos possam usurfruir de uma boa arquitetura nas cidades do país. Assim, se consolidará o preceito democrático de São Tomás de Aquino.