A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 02/11/2023

Na obra “utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, tendo seu corpo social marcado pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, observa-se que a realidade atual contrasta-se com a realidade pregada pelo autor, uma vez que a arquitetura hostil apresenta barreiras para a concretização dos planos de More. Esta perspectiva antagônica é fruto, tanto da exclusão social quanto da marginalização de indigentes no Brasil. Diante disso torna-se impreterível a discussão desses assuntos, a fim do bem-estar social.

Nesse ínterim, vale salientar que a exclusão social de moradores de rua deriva da marginalização social pregada por instituições e entidades estatais. Logo, segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem estar da sociedade, entretanto isso não ocorre no Brasil. No entanto, devido a falta de consciência governamental a arquitetura hostil vem sendo normalizada como fomo de afastamento do que é conseiderado indesejado no Brasil. Portanto, é de suma importância a reformulação desta postura estatal de forma eficaz.

Ademais, é necessário identificar os desafios intrísecos causadores do conflito. Desarte, a mecanização grosseira de espaços urbanos e a antipatia das entidades públicas tornam a problemática um agravante na sociedade atual, uma vez que perpetuam o quadro de exclusão de necessitados no Brasil. Eventualmente, é necessário que tais condutas sejam identificadas como um desafio para o convivio social, tornando-as execráveis perante a realidade brasileira.

Assim, medidas viáveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Desse modo, a fim de inibir o modelo arquitetônico hostil, necessita-se que os chefes de estado tomem consciência de que este tópico causará problemas e impactos para o bem comum, e que o Ministério da Educação invista em projetos de conscientização nas escolas para que esta pauta não venha a ocorrer futuramente. Em síntese, atenuar-se à, em médio e longo prazo, os efeitos da arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social, e a coletividade alcançará a utopia de More.