A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 30/10/2023
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura o direito à igualdade e liberdade em vida como inerente a todo cidadão brasileiro. De maneira análoga, tal conjuntura é retratada no País ao se analisar a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social, o qual é um problema resultante da displicência populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pelo crescimento de moradores de rua pós-pandemia, mas também pela falta de acolhimento social.
Em primeiro lugar, o descaso e desleixo em garantir os direitos e deveres da população é um agravante da arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “Em tempos de modernidade líquida, a indiferença ao próximo é habitual”. Sob esse viés, a premissa sobredita se aplica no contexto brasileiro, pois parte da população, devido ao cenário pós-pandemia, age de forma antipática e indiferente, o que ocasiona o controle do comportamento humano por meio de obras arquitetônicas.
Ademais, a mídia é mais um fator que agrava a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social no Brasil. Sob essa perspectiva, conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, as instituições, cujo dever é promover a democracia, não devem se converter em instrumento de violência simbólica. Nessa óptica, a mídia, a qual tem o papel de disseminar o conhecimento, ao invés de orientar a população no tocante à arquitetura hostil, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos os quais não abordam o acolhimento social e a repaginação das obras arquitetônicas. Logo, o setor midiático tem interferência direta na manutenção do problema.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas resolutivas quanto à arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Para isso, compete ao Estado, cuja função é garantir direitos e deveres da população, por intermédio de criar abrigos e lares carentes, a fim de garantir moradia e segurança aos indivíduos. Por fim, com essas ações, pode-se ter uma Nação diferente da citada na animação.