A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 30/10/2023
Em 11 de março de 2020, a OMS- Organização Mundial de saúde caracterizou a COVID-19 como uma pandemia, e como consequência dessa pandemia, teve vários casos de desempregos, aumentando o nível de desigualdade social. Nessa perspectiva, a falta de empregos e oportunidades agravou o aumento de pessoas em situação de rua. Dessa maneira, intensificou-se a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social no Brasil. É evidente que, tanto a discriminação, quanto o capitalismo são causas dessa arquitetura hostil.
Em primeira análise, a discriminação é um meio de propagação de ódio na sociedade brasileira. De acordo com o documentário “Eu existo”, feito pelo centro acadêmico XI e encontrado no You Tube, fala sobre visibilidade àquele que a sociedade não houve e despreza, que se encontra na situação de morador de rua. Nesse viés, como mostra o documentário, a sociedade discrimina essas pessoas, e uma forma de disseminar esse ódio é através dessa arquitetura hostil. Ademais, essa problemática deve ser solucionada, para que haja uma sociedade inclusiva e acolhedora, independente da classe social.
Em segunda análise, a exclusão social manifesta-se com o capitalismo na sociedade brasileira. Conforme demonstra a pintura de Tarsila do Amaral, “Segunda Classe”, uma ideia de classes “superiores” e “inferiores” na sociedade, questionando os problemas advindos da industrialização e do capitalismo. Da mesma forma, infelizmente, no Brasil contemporâneo, ainda há essa ideia expressada na obra, de forma que, as classes “superiores” implementam elementos e projetos para excluir, desencorajar ou criar desconforto para as classes “inferiores” em espaços urbanos. Portanto, à justificativa de que, essas atitudes são para eximir-se da conduta de criminalidade e roubos, desfazendo o propósito de convívio social que o espaço público proporciona.
Destarte, cabe ao Estado- com sua alta capacidade mudar o cenário atual. Outrossim, ele deve estabelecer, por meio do Legislativo, leis que proíbam esse tipo de arquitetura e por modo de projetos, promover cursos de qualificação, a fim de estimular o convívio social nos locais públicos, erradicar o desemprego e garantir a igualdade, independente da classe social, que o capitalismo roubou.