A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 31/10/2023

“Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilidade de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na exclusão social causado pela arquitetura hostil,que cria mecanismos para que uma parte da população seja marginalizada. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema,que se enraíza na desigualdade social e na ineficiência governamental.

Dessa forma,em primeira análise,a elitização é um desafio presente na questão. A “Isonomia” é a garantia de oportunidades iguais,mesmo em condições diferentes.

No entanto,a realidade é pouco isonômica na arquitetura hostil,uma vez que não acontece a inclusão de pessoas em situação de rua que são discriminalizadas,fa-

zendo assim com que sejam silenciadas e esquecidas. Logo,percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

Em paralelo, a negligência governamental ainda é um entrave no que tange o problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar

dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao design desagradável,de tal maneira que impedem a plena utilização dos espaços e

equipamentos públicos,que deveriam ser acessíveis e convidativos, o que não acontece. Portanto, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Assim sendo, faz-se necessário uma intervenção. Para isso o governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para grupos excluídos, a fim de reverterá desigualdade social que se ins-

tala na exclusão social causado pela arquitetura hostil. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento. Dessa forma,

será possível superar a cegueira social de que Saramago falou.