A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 30/10/2023

Desde a revolução francesa, entende-se que o caráter participativo, além da razão e da justiça, são ferramentas essenciais para o progresso da nação. Entretanto, a realidade da sociedade contemporânea brasileira contraria esse ideal, ao passo que a arquitetura hóstil ainda é um empecilho e uma questão recorrente no país. Nesse viés, em virtude da discrepância social e da ineficiência estatal, o panorama se intensifica atingindo à coletividade.

A primórdio, é necessário reconhecer a influência da discrepância social, diante da problemática. Nessa pespectiva, é válido trazer ao debate a sociologia baumaniana, a qual afirma que o indivíduo vive em um cenário volátil, no qual tem como principal consequência hostilidade em compreender as dificuldades do coletivo. Assim sendo, o cidadão diante da arquitetura hóstil assume uma postura apática e inerte, visto que ele é incapaz de reconhecer, questionar e se importar com pessoas em situação de rua que são prejudicadas com a temática.

Ademais, a ineficiência estatal também agrava o impasse. Nesse paronama, conforme o filosófo inglês Tomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção aos cidadãos de maneira eficaz. Entretanto, ao observar o contexto brasileiro, especificamente quando se trata de pessoas em situação de rua, entende-se que o Estado ainda é precário em suas ações, na medida em que disponibiliza recursos para combater a problemática.

Portanto, fica evidente que a prejudicialidade da persistência temática, retrocede a evolução da sociedade contemporânea brasileira. Concomitantemente, é dever do Governo Federal, esfera do poder executivo em âmbito nacional, crie políticas públicas de auxílio a pessoas em situação de rua, por meio de casas de apoio para que tenham a garantia de moradia e alimentação, assim como é proposto o esse direito no Artigo 6 da Constituição Federal de 1988, com o objetivo de reerguer essas pessoas para que possam ter estrutura para mudar de vida e assim movimentando a economia brasileira.