A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 31/10/2023
Desde a Revolução Francesa, entende-se que o caráter participativo, além da razão e da justiça, são ferramentas essenciais para o progresso da nação. No entanto, a realidade da sociedade contemporânea brasileira contraria essa ideal, ao passo que a arquitetura hostil ainda é um empecilho e uma questão recorrente no país. Nesse viés, em virtude da discrepância social e a ineficiência estatal do país, o panorama se intensifica atingindo os menos abastados.
A primórdio, é necessário reconhecer que um dos pivores para a discrepância social é a vulnerabilidade socioeconômica, pois, como dizia Karl Marx “a sociedade vive em uma constante luta por classes, na qual o homem que detém o monopólio dos meios de produção explora seus semelhantes” diante disso, é visto que a realidade da sociedade contemporânea brasileira é assimétrica, onde pessoas de baixa renda entram inclusive situações de trabalho análogo à escravidão para promover uma qualidade de vida melhor para si e sua família.
Ademais, a ineficiência estatal também se torna pivô do aumento de pessoas em situação de rua. Nesse panorama, conforme o filósofo inglês Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção aos cidadãos de maneira eficaz. Entretanto, ao observar o contexto brasileiro especificamente quando se trata da problemática, o Estado se mantém precário em suas ações, na medida em que não disponibiliza recursos suficientes para retirar e evitar que demais indivíduos se encontrem nessa situação.
Portanto, fica evidente que a prejudicialidade da persistência temática é um agravante para o retrocesso da evolução humana. Concomitantemente, é dever do Governo Federal, esfera do poder executivo em âmbito nacional, crie políticas públicas de auxílio aos indivíduos que se encontram em situação de rua, por meio de criação de leis e casas de apoio para reestruturar estas pessoas para que possam buscar melhoria de vida e assim evitando que existam novos indivíduos nas ruas e dessa forma movimentando a economia do país.