A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 31/10/2023
A Constituição Federal de 1988, assegura que todo brasileiro deve ter acesso à moradia e uma boa qualidade de vida, sem qualquer tipo de discriminação. Porém, a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social, evidencia que, infelizmente, há uma falha na aplicação das leis. Nesse sentido a negligência governamental e a falta de uma base educacional lacunar, são fatores que auxiliam essa exclusão.
Em primeira análise, evidencia-se que o Estado trata a situação com descaso, visto que, a falta de políticas públicas e a ineficiência da fiscalização das leis, são tópicos que favorecem o uso de uma arquitetura hostil em sociedade. Sendo assim, nota-se que, problemas sociais que atingem uma pequena parcela da população que já é constantemente discriminada, mostra que há então uma ignorância aos fatos. Segundo o escritor Aldous Huxley, os fatos não deixam de existir apenas por serem ignorados. Logo, ignorar um problema não ocasionará a sua solução, no entanto, irá aumentar a marginalização desse grupo, tirando o direito constitucional desses cidadãos.
Ademais, é importante salientar que cidadãos mal-informados, possibilita o desenvolvimento de concepções preconceituosas. Afinal, quanto mais ideias deturpadas sobre um determinado grupo social, maior o preconceito sofrido por eles. No livro, O alucinado som de tumba, do autor Frei Betto, mostra a dificuldade de um menino de 11 anos que perde a sua casa, e vive agora em situação de rua. Lendo o livro conhecemos a violência e a miséria vivida por essas pessoas, e como a arquitetura hostil prejudica ainda mais a sua sobrevivência. Como por exemplo, nos esteriótipos, de que todo morador de rua é ladrão ou usuário de drogas.
Portanto uma intervenção faz-se necessária. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação - orgão responsável pelo ensino de jovens brasileiros- incluir a abordagem ao tema ‘‘arquitetura hostil’’ no ensino básico, mostrando como isso influencia a vida dessas pessoas. Assim, por meio do incentivo de livros, filmes ou documentários acerca do tema, como por exemplo o livro - Juventude de Periferia- tal intuito tem o objetivo de consientizar jovens para mudanças governamentais e sociais, minorando o descaso à Constituição.