A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 31/10/2023

A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura o direito à erradicação da pobreza e a redução as desigualdades sociais e regionais como inerente a todo cidadão brasileiro. De maneira análoga, tal conjuntura é retratada no país ao se analisar a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social, a qual é um problema resultante da disciplicência populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pela falta de gestão do órgão público, mas também pela forma silênciosa de fazer violência.

Em primeiro lugar, a ausência dos direitos humanos é um agravante da arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “O Estado não deve fomentar a desigualdade e a violência, mas sim contê-la”. Sob esse viés, a premissa sobredita se aplica no contexto brasileiro, pois parte da população, devido as contínuas ações de violência e exclusão, age com conformidade, o que ocasiona em continuidade e agravamento das situações. Dessa forma, em decorrência de uma falha do Estado, a problemática perdura no país.

Ademais, a mídia é um fator que agrava a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Sob essa perspectiva, conforme o sociólogo Pierre Bourdie, as instituições, cujo dever é promover a democracia, não devem se converter em instrumento de exclusão social. Nessa óptica, a mídia, a qual tem o papel de disseminar conhecimento ao invés de orientar a população sobre uma violência silênciosa, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos os quais não abordam uma repaginação na arquitetura urbana. Logo, o setor midiático tem interferência na manutenção do problema.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas resolutivas quanto à arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Para isso, compete ao Estado, cuja função é assegurar a dignidade da população brasileira, por intermédio de palestras e campanhas de conscientização, com o escopo de entregar uma arquitetura civil e segura. Por fim, com essas ações, pode-se ter uma nação diferente da citada.