A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 31/10/2023
No seriado de televisão “Todo Mundo Odeia o Chris” é apresentado o persona-
gem Golpe Baixo, um morador de rua que vive como nômade pelo bairro, dor-
mindo em diversos lugares diferentes. Ademais, trazendo pra fora da teledrama-
turgia, percebe-se que a arquitetura hostil contribui, diretamente, para a exclusão social, visto que impossibilita os mendigos de dormirem nos centros urbanos. Outrossim, nota-se uma grande falta de empatia da sociedade em relação a tal temática.
Em uma primeira análise, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os cida-
dãos o direito de ir e vir. Contudo, esse direito nem sempre se concretiza, uma vez
que o Estado viabiliza meios para construções que dificultam, extremamente, a permanencia dos moradores de rua em locais variados, como; calçadões, bancos,
praças e embaixo de viadutos. Dessa forma, fomentando, ainda mais, a exclusão no meio urbano.
Alem disso, é notório que a sociedade trata com desdém a situação dos desa-
brigados. Dito isso, analogamente às obras de Maquiavel, percebe-se que o homem, realmente, é mau por natureza, vez que grande parcela da sociedade não
possui empatia diante os problemas das arquiteturas hostis, o que contribui para o apoio a este tipo de obra, e prejudica, ainda mais, a situação dos andarilhos urba-
nos.
Portanto, buscar meios para impedir a construção de projetos exclusivos nas metropoles é imprescindivel. Com isso, o Governo federal deve, por meio de projetos socias, abortar as obras hostis nas cidades e, também, criar abrigos para que os moradores de rua possam ter a escolha de se manterem protegidos, assim, fazendo com que sejam cumpridos os direitos da Constituição Federal. Ademais, as mídias digitais devem, por meio de propagandas televisionárias, instruir a sociedade sobre os problemas e consequências da arquitetura hostíl, e também, ressaltar a situação precária dos sem abrigos, para que assim, seja criada uma realidade diferente da propósta por Maquiavel, na qual o homem não sera mau por natureza, mas sim, bom e empático.