A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 03/11/2023
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que ainda existem mecanismos de exclusão social, tal como a arquitetura hostil. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto da irracionalidade populacional sobre o assunto.
Em primeiro plano, é importante destacar que o Brasil, desde a era colonial, é um dos países que mais possui a exclusão social enraizada em sua história, como por exemplo: A escravidão indígena e africana.
Além disso, é notório que a arquitetura hostil existe na esfera social atual para inferiorizar e desprezar pessoas que são de uma classe social baixa e que não possuem uma moradia própria. Segundo Salvador Allende, “Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante a todos”, mostrando que o governo negligencia tal fração da sociedade.
Outrossim, é necessário mostrar que parte da população não tem conhecimento prévio sobre a arquitetura hostil, não sabendo diferenciá-la de outras arquiteturas. Isso acaba resultando na falta de conscientizção populacional sobre tal assunto.
Dessarte, os orgãos judiciários devem investir em programas governamentais que garatam moradias dignas a esta parcela da população que vive em condições insalubres, garantindo assim a não exclusão dessa parcela da sociedade. Ademais, a cidadania como um todo deve ser conscientizada por meio de panfletos e publicações nas mídias digitais sobre a arquitetura hostil, para que assim, entendam o que ela significa, e então a visão de Thomas Moore sobre a sociedade será, finalmente, alcançada.