A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 01/11/2023
Como cantado por Caetano Veloso na música “Fora da Ordem”, o Brasil parece não acompanhar a nova ordem mundial ao preferir por meio da arquitetura hostil excluir as pessoas em situação de rua ao invez de acolhe-las. Evidentemente, tal problemática precisa ser entendida e denunciada para então ser resolvida. Sendo essencial, primeiramente, entender o porquê existem pessoas morando na rua e qual o problema por trás da aquitetura hostil.
Em uma primeia análise, é necesário entender o que leva as pessoas a morarem na rua. Tomando ciência do fenômeno atual da gentrificação - processo de transformação urbana que “expulsa” moradores de bairros periféricos e transforma a região em uma área nobre- que se constroi uma das razões que levam a condição de morador de rua. Nesse sentido, a sufocação dessa população pelas “expulsões” combinadas com as baixas condições financeiras, levam o indivíduo a não ter outras saídas a não ser recorrer a rua.
Nesse contexto, fica perceptível o problema de se ter uma arquitetura hostil. Ao observar estudos como o da UFMG, que expõem a contabilização de mais de 200 mil moradores de rua no Brasil, é notória que essa arquitetura serve para afastar essas pessoas em condições de rua dos centros urbanos. Assim, indo em desencontro com a ideia de diminuir a segregação, a ação segue o caminho contrário, distanciando cada vez mais essas pessoas do resto da população e consequentemente, exaltando a exclusão social.
Portanto, cabe ao Estado brasileiro a responsabilidade de lidar com a problemática. Por meio de um projeto de lei criado pelo Ministério do Cidadão - responsável por tratar de problemas sociais relacionados a segregação socio espacial- visando a criação de um projeto de construção de moradias para os necessitados. O projeto após aprovado pela Câmara dos Deputados deverá acolher as pessoas em situação de rua dando a elas mais conforto e mais dignidade, além de ajudar a diminuir a exclusão social gerada pela infelicidade de não se ter um lar.