A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 02/11/2023
Na obra ficticia “O nome do vento” Kvote é obrigado a dormir nas ruas após a morte de seus pais, onde fica expostos a diversas violências, por isso passa a invadir telhados. Fora da ficção é fato que pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis as violências da cidades, estas que são agravadas pela arquitetura hostil e inviabilizam os desabrigados de encontrarem proteção até de intempéries da natureza, mas não resolvem a falta de moradia.
Convem ressaltar, primeiramente, que expulsar os moradores de rua não os fazem deixar de existir. Segundo o historiador Vagner Constantin na modernidade os cidadãos são reconhecidos pelo valor de troca que proporcionam de caordo com sua renda. Tal fato faz conque cidadãos de menor renda não possam usufruir das partes de maior infra estrutura das cidades ou tenham que habita-las de modo precario, afinal, mesmo que sua contribuição salárial seja proporcionalmente maior que a de um cidadão de classa alta, ela é valorosamente menor, o que configura a ele menos valor como cidadão para o estado.
Ademais, salienta-se que a Constituição Federal, formada de valores humanitários, proibe a valoração humana advinda do capitalismo. E em seu artigo 3º inciso 3º estabelece como objetivo fundamental “Erradicar a pobreza e a marginalização e redizir as desigaldades sociais e regionais”. Contudo, há uma grande disfunção entre o comportamento do estado e seu ideal, e isto é exemplificado com a arquitetura hostil que ao invés de levantar verba para reincerir os habitantes mais vulneraveis no mercado de trabalho e na sociedade se preocupa em meios fisicos de expulsa-los.
Deste modo, conclui-se que a ideia de cidadão e constituição foram deturpadas pelo mercado consumidor. Cabendo portanto, ao governo restauras sua constitucionalidade, por meio de ações de inclusão que promovam habitações juntamente a reincersão desse cidadões pereferizados ao mercado de trabalho, sejam estes realizados por meio de trabalhos criados pelo proprio poder público ou através do incentivo a industrias que promovam tais contratos, afim de remover a vulnerabilidade da população e não a população.