A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 01/11/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entando, oque se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que projetos arquitetônicos polarizam a sociedade dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do mal direcionamento de projetos de orgãos públicos, quanto da falta de empatia da sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o poder Executivo não está fazendo seu papel de auxílio aos moradores em situação de rua. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à má intenção em projetos das autoridades, andarilhos acabam sendo prejudicados, pois os lugares que lhes restam se tornam inabitáveis por meio da arquitetura hostil. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de empatia da sociedade como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, o pincípio maquiavélico toma conta da sociedade e acaba tratando o morador de rua de forma desumana e com falta de respeito, ignorando o fato dele ainda ser um ser humano. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problematica na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de militar os desafios das pessoas em situação de rua no Brasil, necessita-se urgentemente que o Ministério da Cidanania direcione capital a albergues com assistentes sociais para a reintegração dos mendigos ao social. Com isso, a sociedade e o Estado entratão em harmonia, enriquecendo o percurso coletivo.