A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 01/11/2023
O arquiteto Oscar Niemeyer disse: “De curvas é feito todo o Universo, o Universo curvo de Einstein.” Ou seja, há toda uma tradição de reflexão estética e função social da Arquitetura e Urbanismo. Porém, encontramos a problemática de uma arquitetura hostil no espaço público que gera uma horrível exclusão social, principalmente contra os moradores de rua.
Nesse sentido, a desigualdade é o cerne desta disfunção social. Isto é, no pensamento do filósofo Karl Marx a sociedade capitalista não distribui a riqueza que produz, mas a mantém acumulada na mão de poucos e, portanto, gera pobreza. Assim sendo, esta injusta miséria criada faz com que surja toda uma parcela da população sem condições financeiras de ter uma moradia. Dessa maneira, a arquitetura hostil emerge pavorosamente para impedir que essa classe sem moradia utilize o espaço público.
Ademais, a arquitetura hostil só pode aparecer em uma sociedade que completamente ignora as malezas sociais das camadas mais vulneráveis da coletividade. Quer dizer, é pela omissão da sociedade em encarar e enfrentar os seus transtornos comunitários que levam a métodos de exclusão a serem utilizados. Ao invés de reponsabilizar-se pelas origens socioeconômicas de seus problemas.
Assim, é necessário resolver esta problemática. O Estado precisa investir em projetos de construção e aquisição de moradias por meio da coordenação do Ministério do Desenvolvimento Regional e Ministério do Planejamento e Orçamento para garantir o direito a moradia garantido pela Constituição Federal do Brasil. Desse jeito, todos os cidadãos terão o seu direito básico a moradia respeitado e assegurado por meio da justiça social. E, então, a arquitetura será apenas um espaço de construção e criatividade humana e não uma hostilidade capitalista sem amor ao próximo.