A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 02/11/2023
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à moradia e lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social em alguns aspectos pode ser incongruente, dificultando, deste modo, a universalização desses direitos sociais tão importantes. Assim, urge a análise precisa da situação, considerando questões governamentais e educacionais.
Sob esse viés, cabe ressaltar que o problema acontece por falhas governamentais, nesse sentido, o estado falha em proporcionar moradia e qualidade de vida adequada à essas pessoas em situação de rua, visto que em grande maioria são as mais afetadas por esse imbróglio. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como moradia, que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é imperioso destacar, em segundo plano, que as lacunas escolares também são um motivo do óbice. Como não há educação de qualidade para preparar a sociedade e futuros profissionais na área a lidar com esse assunto, a adversidade persiste e consequências como, o pré-conceito e marginalização da população pobre persistem. Logo, deve - se aplicar o pensamento de Nelson Mandela que afirma: “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, para mudança do quadro retratado.
Fica evidente, portanto, que é fundamental a criação de alternativas para amenizar o impasse citado. Para isso, os Interlocutores da informação, como noticiários televisivos, canais da imprensa e plataformas governamentais, responsáveis por informar e conscientizar a população, devem promover a relevância sobre como essa temática é extremamente preocupante, por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de combater essa problemática. Logo, a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social será intermediada no século XXI.