A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 02/11/2023
Segundo a escritora brasileira Helena Santos:" A cidade pertence a seu povo e cabe ao Governo garantir que ele se senta acolhido por ela." Enfatiza a importância do pertencimento da população ao lugar em que vive, à vista disso, temos a arquitetura hostil, que em parte não fornece à população o sentimento de pertencimento gerando o sentimento de exclusão. Um dos grandes problemas desta arquitetura é a impossibilidade de acomodação dos moradores de rua, que em sua maioria, busca apenas um local para se abrir do relento, além do capitalismo, que visa lucros com aluguéis ao invés da ajuda humanitária. Além disso, em suma é uma obrigação do Estado auxiliar essa população vulnerável, direito garantido na Constituição promulgada em 1988.
Todavia, segundo estudos realizados pela Universidade Estadual de São Paulo (USP), de 2019 a 2022 com o crescimento da população de rua em vista da pandemia do covid-19, notaram mudanças na arquitetura da cidade de São Paulo-SP. Em suma, presumi-se que está arquitetura teve o intuito de afastar do centro da cidade e de bairros nobres a população de rua, que busca apenas um local seguro para se abrigar. Situação agravada pela ausência de apoio efetivo da Prefeitura e do Governo Estadual. De acordo com levantamentos do IBGE em 2022, apenas no centro urbano de São Paulo há mais moradias vazias que moradores de rua, evidenciando como o capitalismo influencia diretamente no senso de empatia.
Em suma, para mitigar está realidade, cabe ao Estado, poder máximo da nação brasileira, na esfera Estadual, realizar uma arquitetura armoniosa para que está população em vulnerabilidade não pereça com a arquitetura hostil ao procurar abrigo. Além disso, para se fazer o direito de moradia e dignidade garantidos pela constituição, cabe ainda a criação de auxílios aluguel para está população e na criação de centros universitários voltados para a profissionalização destes indivíduos por meio de leis que assegurem este direito. Com tais medidas, mitiga-se a população de rua além de garantir mão de obra qualificada para a sociedade, gerando empregos, dignidade e circulação financeira na macroeconomia municipal, garantindo assim que o Brasil seja um país de todos.