A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 02/11/2023

Na obra ’’ O Espiríto das Leis’’ Montesquieu enfatizou que é necessário análisar as relações sociais existentes em um povo, para que assim, seja possível aplicar as normas legais e abonar o progresso coletivo. Entretanto, ao observar a realidade brasileira atual, nota-se como desafio, a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Com isso, não é possível garantir a indivíduos em situação de rua o mínimo direito de descansarem em áreas públicas, fato que acaba regredindo a ascensão do Estado. Esse cenário antagônico é fruto do desleixo estatal em cumprir com normas legais existentes e a má influencia mídiatica.

Precipuamente, é fulcral pontuar, o descaso do poder governamental em garantir à sociedade a prática de leís existentes. Alinhado a isso, a Lei Padre Julio Lancellotti, aprovada em 2022, contra a arquitetura hostil, é ignorada, visto que, existem lugares que prejudicam determinados grupos de pessoas, tal expressão é caracterizada, por meio da implementação de estruturas arquitetônicas para inibir a presença de individuos em situação de rua, o que gera o distanciamento dessa minoria dos grandes centros. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, ocorre a falta de influência midiática, uma vez que, sem a devida atenção não ocorre uma resolução fazendo com que o quadro somente se agrave. Assim, de acordo com o escritor Eduardo Galiano ‘‘A primeira condição para modificar a realidade, consiste em conhece-lá’’. Com isso, é necessário uma cobrança sob o Estado para que ele através do seu poder possa incrementar assuntos acerca de como identificar essas arquiteturas trazendo visibilidade, e assim, um resolução para esse grupo social prejudicado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mudanças. Logo, o poder Executivo, como prefeituras em parceria com o Ministerio do Desenvolvimento Social, articule debates ensinando a sociedade a identificar e alertando sobre os malefícios da arquitetura hostil, através de programas de rádios e emissoras de televisões locais, na intenção de criar um canal de denúncias, por meio do site do governo afim de reduzir esse cenário e abonar o progresso coletivo abordado por Montesquieu.