A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 03/11/2023

No século XVIII, o movimento filosófico chamado “Iluminismo” desencadeou uma série de revoltas e revoluções para melhores condições de vida e, sobretudo, direitos civis e sociais. Paralelo a isso, percebe-se que é necessário uma nova luta social para a solução do problema. Nesse viés, é crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a falta de engajamento social.

Inicialmente, é imperioso verificar que a ausência de políticas públicas figura como a primeira causa do entrave. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes cita em sua obra “O Leviatã” que é dever do estado garantir preceitos civis para os cidadãos. No entanto, isso não acontece na prática, tendo em vista a negligência do governo em manter políticas de planejamento urbano que visam o lucro de construtoras em detrimento do bem-estar dos cidadãos, em especial das pessoas em situação de rua. Portanto, é notório que a falta de apoio governamental é uma das causas para esse empecilho, causando deste modo a indesejada exclusão social.

Outroassim, cabe analisar a apatia social como a segunda causadora do imbróglio. De acordo com o filósofo Schopenhauer, a representação do mundo para o indivíduo é baseada na representação do seu próprio campo de visão. Nesse sentido, a ausência de engajamento social pode ser vista na carência de ações da comunidade para enfrentar a arquitetura hostil - como identificação e documentação de espaços que seguem esse design - e de debates sobre os desafios enfrentados pelas pessoas em situação de rua. Logo, é de suma importância a mudança de atitudes e posturas da comunidade para resolver o problema.

Destarte, são necessárias ações eficazes e concretas para inserir uma iniciativa coletiva. Para isso, é de extrema seriedade o posicionamento do Congresso Nacional em ditar uma legislação que promova uma alternativa para tal situação tensa e temida, por meio de reuniões com especialistas, a fim de mitigar o obstáculo e, futuramente, atingir o progresso nacional. Assim, o Brasil não precisará de uma nova “era das luzes” para garantir a ordem social.