A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 03/11/2023
A música “They don’t care about us”, Michael Jackson crítica fortemente o trata-mento preconceituoso e indiferente que o governo tem com a população, tratan-do-a com desprezo e ignorando suas necessecidades. Consoante a isso, a socieda-de continua vivendo em estado de necessidade em muitos âmbitos sociais, a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social é um exemplo diário desse tratamento que o Estado tem com a população. Então, seja pela ineficiência estatal, seja pela aparofobia, esses efeitos danosos continuam se perpetuando. Sob esse viés, faz-se mister a resolução dessa problemática.
Mormente, é importante ressaltar os malefícios que o descaso estatal exerce. Sob essa ótica, o Art. 6° garante que é direito de todo cidadão o acesso à saúde, mora-dia e alimentação, entretanto, além de alguns indivíduos possuirem essas garantias ignoradas, eles também tornam-se invisíveis. Desse modo, com a aplicação da ar-quitetura hostil nas grandes cidades, os indivíduos são cada vez mais segregados, sendo afugentados e afastados dos grandes centros urbanos pelo agente que deveria protege-los. Assim, promovendo uma divisão clara das pessoas que podem usurfruir de estabelecimentos e espaços públicos, apagando os moradores de rua desse cenário.
Outrossim, é igualmente vital pontuar como a aparofobia pode ser negativa. Nesse sentido, embora o conceito de “cidade para todos” tenha surgido na Grécia antiga, como forma de proporcionar a liberdade a todos, nos dias atuais isso não perpetua. Dessa forma, a separação de sujeitos sem abrigo torna-se gradativa com o uso da hostilização arquitetônica, refletindo na criação da aparofobia -temor aos pobres- que resulta em uma visão social depreciativa, potencializando ainda mais esse efeito segregador com um preconceito que é fortificado exponecialmente.
Portanto, urge a resolução desse problema. Destarte, cabe ao governo, na condição de garantidor de direitos, a criação de casas de acolhimento para os moradores de ruas, por meio de de projetos sociais que se unirão na causa para propagar esse projeto. Dessa maneira, a arquitetura hostil não será aplicada e essa aparofobia não será repassada, com a finalidade de oferecer a todos os cidadãos os direitos garantidos pelo o Art. 6 e separando a realidade social da música citada.