A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 05/11/2023
A constituição federal de 1988, documento jurídico, mais importante do país, prevê em seu artigo 5º, o direito a igualdade, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não acontece com ênfase na prática quando se observa a arquitetura hostil , dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tal importante. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da exclusão social, mais também devido a interferência da mídia.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a a exclusão social nos centros urbanos . Nesse sentido, as normas são escassas na fiscalização periódica de obras arquitetônicas hostis, como o formato de bancos irregulares que impede os indivíduos de se deitar ou sentar. Consequentemente, sem um espaço para servir de abrigo, as pessoas sem teto são obrigadas a se retirar do local. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a igualdade, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a maléfica interferência da mídia como impulsionadora do problema no Brasil. Segundo Thomas Hobbies, o homem é o lobo do homem. Diante de tal exposto, o núcleo midiático não tem debatido regulamente sobre como reconhecer uma construção com hostilidade, como a utilização de pedras para decorar áreas livres. Na qual escondem a outra face feita para afastar a população em situação de rua. Logo, é inadmissível que esse cenário nefasto continue a perdurar.
Depreende-se, portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é preciso que o Governo federal, responsável pela administração em todo território nacional, por meio de política habitacional empreendida entre Estado e iniciativa privada, para que famílias de baixa renda passem a ocupar imóveis vazios. A fim de excluir a desordem na nação brasileira.