A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 06/01/2024
Um cenário que começa em 1500 no Brasil colônia, mas avança no Império e se consolida e na República. Assim como as desigualdades, segregações a estratificação socioespacial dos espaços urbanos, principalmente entre as partes centrais e periféricas das cidades. À medida que a economia é aquecida em determinados espaços, cresce a hostilidade como mecanismo de exclusão na arquitetura, pouca ou nenhuma é a visibilidade que esse problema carrega, mesmo sendo parte cotidiana da nossa paisagem
Ao passo que São Paulo carrega o maior PIB do Brasil, também possui uma das piores segregações socioespaciais do país. Visto que sua economia é constantemente aquecida durante do ano, milhares de empregados saem de casa todos os dias e é comum levar duas horas para chegar, podendo levar quatro horas em horário de pico. A fim de delimitar a classe social de certos bairros de tal forma que os menos afortunados somente tenham acesso para trabalhar e ao fim de seu expediente viagem de volta para suas casas em bairros periféricos.
Outrossim, todos os dias passamos por condomínios murados, gradis em praças e pedras pontiagudas sob viadutos. Entretanto pouco se fala sobre tal forma de exclusão, a invisibilidade é nítida e o pouco que se fala sobre é ensurdecedor. Não só o a elite das cidades como o próprio governo fecha os olhos e finge que nada acontece, existe uma inercia em todos nós em acharmos normais vias pouco ou nada agradáveis, e zero espaço de lazer e descontração.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o poder municipal reorganize o planejamento urbano ouvindo os moradores periféricos e fim de descentralizar o poder arquitetônico da cidade das mãos da elite. Isso pode ser feito também com o auxílio do poder legislativo fiscalizando os prefeitos com o objetivo em buscar a real melhoria da população. Por meio, também, de campanhas midiáticas dos grandes canais de televisão e rádio, assim trazer para superfície a problemática desse cenário brasileiro e uma visão de um futuro melhor e menos hostil.