A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 18/01/2024
Nas cidades do Brasil, estão sendo construídas as pouco faladas arquiteturas hostis. Um exemplo dessas estruturas são as pedras pontiagudas instaladas em São Paulo, sob um viaduto na Zona Leste. Questiona-se o intuíto dessas obras, que traz a ideia de afastar a sociedade dos locais.
Inicialmente, os responsáveis pelas construções citadas acima são os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Visando que a existência de pedras pontiagudas e barras nos bancos, delimitando espaços e conforto dos cidadãos que frequentam estes lugares, gere um sentimento de exclusão a eles, levando a mensagem de que eles não são bem-vindos ao espaço público. É questionável a concordância da sociedade na tomada de decisão em questão, executada por tais políticos. Além disto, consta do Artigo 5º da Contituição Federal que “…Tem-se o acesso ao espaço público como perrogativo de todos os cidadãos.”, é contra lei limitar o acesso comunidade a cidade.
Ademais, a sociedade em geral tem se conformado com tal ato de antipatia. Justificam essas obras como meio de melhoria a segurança ao recinto compartilhado. De acordo com Louis Brandeis, juiz da Suprema Corte Americana “…A luz elétrica, o policial mais eficiente.”. Aqueles que desejam cometer um crime preferem locais escuros, possibilitando a abordagem surpresa contra a vítima. Sendo assim, se tratando de segurança pública, o ideal seria a boa iluminação e câmeras se segurança e jamais grades nos parques.
Diante desta situação, a sociedade deveria agir e reverter essas injustiça, por meio de palestras de conscientização. Fazerem-se vistos e ouvidos, seja por redes sociais, rádios ou jornais. É necessário lutar e defender o direito de todas