A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 29/01/2024

Nicolau Maquiavel em uma de suas obras diz que o político deve fazer coisas populares aos poucos, enquanto as impopulares deve fazer de uma vez só, de forma paralela no Brasil as ações populares como a criação de projetos de leis que visam auxiliar os mais necessitados e oprimidos ocultam o fato do hábito da arquitetura hostil, construções que visam impedir a circulação e a permanência de pessoas em situação de rua, ficar cada vez mais frequente, esse problema envolve tanto a área social quanto a midiática.

Em primeiro ponto, a filósofa Hannah Arendt em uma de suas obras trabalha com a ideia da “banalização do mal”, isso é, os problemas da sociedade acontecem tantas vezes que se tornam banais e assim perdem a visibilade e a atenção de orgãos governamentais e da própria sociedade.

Por outro lado, não se pode deixar de lado a culpa da indústria midiática, o filósofo Piery Levy em suas obras cita o fato de que a mídia e a informação têm sempre que andarem juntas, porém na sociedade moderna esse fato não ocorre por conta da mídia priorizar acontecimentos que atraem o público e visto que a arquitetura hostil e como isso afeta e não melhora a situação de moradores de rua não é um chamativo para o público, este passa despercebido.

Portanto, visto que a finalidade da arquitetura hostil é para prevenir que pessoas em situação de rua transitem e fiquem em locais públicos, porém não consegue tira-lás de lá, deveria criar projetos organizados pelo governo, orgãos públicos como a Secretaria do Desenvolvimento Público e Habitação, para que seja possível retirar essas pessoas desse tipo de situação e realoca-lás de volta para a sociedade.