A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 01/02/2024

A arquitetura hostil, não intencionamente, faz uma analogia ao termo aporofobia, aversão à pessoas pobres, sem recursos e indigentes. Logo, tal estrutura inadequa-

da é vista por muitos defensores como uma estratégia de impedir desordens.Dessa forma, se torna perceptível a exclusão social sobre indivíduos em questão, tanto a insuficiência legislativa quanto a má abordagem midiática, compactuam com a problemática mencionada.

Em primeiro plano, é válido destacar o fator da insuficiência legislativa como agra-

vante desta causa. Nesse sentido, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, as leis brasileiras são ineficazes na prática. De fato, as normas políticas são escassas, quando direcionadas a fiscalizações corriqueiras de construções arquitetônicas hostis, por exemplo: calçadas com pedregulhos e bancos de praças impossibilitando o ato de deitar. Consequentemente, devido a falta de espaços adequados para servir de abrigos à moradores de ruas, os sem tetos são obrigados a se retirarem dos locais, ação da qual poderia ser evitada caso houvessem medidas jurídicas necessárias.

Ademais, é necessário ressaltar que a má abordagem das midías influênciam em determinadas circunstâncias. Acerca disso, com base na ideia do escritor Eduardo Galeano, a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la. Entretanto, o meio midiático não apresenta adequadamente recursos válidos de como reconhecer uma arquitetura hostil, muitos cidadãos não compreendem o real motivo da utilização de pedras em certas calçadas, alguns deles acreditam que a funcionalidade seja apenas para um viés decorativo. Portanto, a comunicação social se torna crucial para o reconhecimento de cenários opositores, atuando também como uma forma de sanar dúvidas cotidianas.

Com base nos dados mencionados acima, se torna imprescindível a dissolução desse panorama. Para isso, o Governo Federal deve atuar juntamente com o Ministério da Cidadania, -órgão responsável pela proteção dos direitos humanos-, afim de potencializar notificações de casos de cenários hostis, por meios de fiscali-

zações realizadas por agentes em grandes centros urbanos. Em contrapartida, tal problemática mencionada pode ser amenizada ou solucionada.