A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 02/02/2024
Albert Einstein, físico alemão, disse “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Na sociedade atual estamos presos ao preconceito, e o mesmo cria atitudes de mascarar essa pobreza de forma desumana, por conta disso muitos sem-tetos no Brasil sofrem sem ter onde ser acolhidos.
No mundo inteiro existe uma propaganda sobre cada país, para adquirir investimentos e valorizar o país como produto, essa “produtificação” cria uma necessidade de provar que seu país tem valor, as consequências disso são várias mas uma delas é a máscara que se cria em torno da pobreza. Algumas cidades criam bancos que impedem moradores de deitar neles, outras colocam pedras em locais que poderiam servir de abrigos e tem aquelas que removem construções que serviriam de proteção contra chuvas. Todos esses absurdos tem uma única justificativa, ocultar a existência de pessoas necessitadas, mas se camuflam como diminuição da “vadiagem”.
A arquitetura hostil elimina a possibilidade de pessoas conseguirem o mínimo de abrigo, se protegendo do frio ou de chuvas, pois aqueles afetados por ela não tem outro lugar a se abrigar, essa ausência de abrigos para sem-teto, fazem com que essas pessoas não tenham um local de descanso. Durante a época de pandemia um dado foi levantado, esse dado dizia que São Paulo teve um aumento de 31% de pessoas que se encontravam em situação de rua. Em viés desse fato, os governos das cidades do Brasil optam por remover os poucos locais que esses cidadãos tem para se proteger em vez de usarem esse dinheiro público para criação de casas de apoio e abrigos.
Com tamanha carência, vimos a necessidade de impedir atitudes desumanas que prejudicam a vida de pessoas em questão da boa reputação de uma cidade, os gorvernos não deveriam oprimir as pessoas que o próprio governo não deu oportunidades. Com o apoio do ministério do trabalho e da indústria e do comércio poderiam ser dadas novas oportunidades de trabalho para desabrigados, em indústrias e construturas públicas e a construção de lares de caridade que acolhem pessoas sem teto. Por fim, essas mudanças requerem que o povo cobre de seus representantes uma mudança que apoiaria os cidadãos.