A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 16/02/2024
Um novo conceito surgiu com a finalidade de impedir o tráfego de pessoas carentes ou moradores de ruas a circular pelas cidades, a arquitetura hostil. Nesse contexto, essa inovação tende a exacerbar a burguesia e excluir o proletariado, favorecendo ainda mais a desigualdade social. Esse fato gera conflitos, visto que o Brasil é um país com forte desequilíbrio social, cultural e econômico. Sendo assim, é relevante ressaltar a negligência do poder público e o comportamento da sociedade diante da arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social.
Em primeira análise, é importante salientar que segundo a Constituição Federal todos têm direito à moradia, à saúde e à educação sem distinção de raça ou religião. Porém, para a realidade de algumas pessoas esses direitos ainda não saíram do papel, pois, é visível a ausência do poder público para com essa comunidade, a falta de anseio e vontade política é deplorável e atualmente atua através da arquitetura hostil lhes roubando até o direito de liberdade, portanto, esse invento promoveu limites e impedâncias para a locomoção dos moradores de rua, hodiernamente, os seres mais ameaçados.
Ademais, é relevante destacar que para um indivíduo viver bem é necessário que ele se sinta bem consigo mesmo. Nesse sentido, a arquitetura hostil não favorece esse bem estar. Logo, esse fato corrobora com o livro Vida para Consumo do filósofo polonês Zygmunt Bauman onde ele analisa o comportamento da sociedade à qual vive em conflito entre o TER versos SER. Dessa forma, torna-se explícito o quão e´ insignificante essa arquitetura, pois ela não promove nada de benéfico para a sociedade, ao contrário, promove mais ainda a desigualdade social.
Diante dos fatos suplacitados, ações devem ser postas para que se conviva no melhor ambiente possível. Para isso os Ministérios da Obras públicas junto com as secretarias dos direitos humanos devem elaborar projetos de moradias para a população carente não sofrer com a exclusão que a arquitetura hostil favorece. Devem também através das redes sociais oferecer palestras educacionais com o objetivo de orientar a população a valorizar mais o SER ao Invés do TER trocando assim o comportamento da sociedade, dessa forma o Brasil irá evoluir tornando-se um país melhor e mais justo.