A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 16/02/2024

Arquitetura hostil é um conceito que define elementos urbanos criados para evitar o uso público de determinados espaços e segregar indivíduos. Portanto, nítido como arquitetura hostil é um mecanismo de exclusão social. Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas dessa problemática a negligência estatal e apatia social.

Em primeiro plano, é fundamental ressaltar o descaso governamental como propulsor da arquitetura hostil. Diante disso, cabe citar o livro “Cidadão de papel” no qual o autor denuncia como as autoridades ignoram e oprimem aqueles à margem da sociedade. Nesse caso, isso é perceptível pois ao invés de resolver problemas como violência e moradores de rua, os políticos optam por disfarçar o problema com arquitetura hostil e consequentemente ganhar apoio. Nessa visão, é crucial que aqueles no poder sejam pressionados para mudar.

Em segundo plano, é essencial salientar a falta de empatia da sociedade como motivador para esta celeuma. Dessa forma, é válido relembrar da máxima da filósofa Hannah Arendt da “Banalidade do mal”, na qual afirma que ao ignorá-lo, este se fortalece. Nesse contexto, é notório como parte da população deixam de enxergar arquitetura hostil com um mecanismo exclusão pois veem moradores de rua como uma inconveniência e sinônimo de crime. Sob esse prisma, é importante que essa ideia seja revertida para uma mais humanitária.

Destarte, medidas são necessárias para combater a arquitetura hostil. Dessa maneira, o Estado, responsável pelo gerenciamento da nação, deve realizar conscientizar a população e impor restrições que impeçam arquitetura hostil. Isso deve ser feito por meio de campanhas que relembrem os malefícios dessa arquitetura e leis que restringem empresas de utilizar desses métodos. Assim, será possível eliminar a arquitetura hostil no Brasil.