A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 22/02/2024
No documentário “Rio cidade hostil” ficou explicíto que em algumas construções ocorre uma arquitetura excludente, onde na maioria das vezes afeta diretamente as pessoas em situação de rua, fazendo com que a cidade se torne menos acolhe-
dora com esses indivíduos. Isto se dá pelo fato da sociedade criar uma visão margi-
nalizada desse grupo e também pela forte presença da desigualdade social entre a população.
Em primeira análise, foi criada uma visão marginalizada e excludente de pessoas
em situação de rua, fazendo com que esses indivíduos sofram cada vez mais pre-
conceitos e discriminação. Nesse viés, o Sociólogo Émile Durkhein evidência que a sociedade tem poder sobre determinado grupo, ou seja, ela pode criar uma visão
boa ou ruim sobre ele. Com isso, surgiram diversos meios de discriminação contra os moradores de rua, entre eles está a arquitetura hostil, que faz com que apare-
çam diversos obstáculos para impedir que essas pessoas utilizem o espaço público
como realmente ele deveria ser usado, criando uma sensação de insegurança.
Ademais, a arquitetura hostil potencializou ainda mais a desigualdade social, fa-
zendo com que cada vez mais pessoas em situação de rua fiquem afastados de outras pessoas por estarem com uma sensação de insegurança, o que não deveria acontecer. Segundo a constituição federal do Brasil, todos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza, ou seja, não deveria existir qualquer tipo de preconceito contra essas pessoas, pois todos na sociedade tem o mesmo papel como cidadãos independente de qualquer coisa, logo todos tem direito de utilizar o mesmo espaço público.
Portanto, para diminuir a exclusão social causada pela arquitetura hostil, o governo deve conscientizar a população, por meio de campanhas em telejornais, palestras, para que as pessoas em situação de rua possam viver sem a sensação de serem marginalizadas. Ou ainda, os próprios moradores de rua podem fazer as autoridades lhe enxergarem, por meio de manifestações tanto na rua, quanto em rádios, na televisão, fazendo com que a desigualdade social diminua.