A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 06/03/2024

O Brasil está entre os países onde à as maiores taxa de desigualdade no mundo, tal problema se dar pelo legado histórico que acomete o país. Desde o período feudal, a sociedade brasileira é divida por classes sociais, na qual um pequeno grupo de indivíduos tem alto poder aquisitivo e um grande grupo possui pouca ou nenhuma capacidade de adquirir bens matérias. Desse modo, a arquitetuta hostil se apresenta como mais um fator da exclusão social, que tem por objetivo buscar ambientes mais limpos e seguros. Entretanto, diversas consequências são geradas por essa arquitetura, dentre elas está a vulnerabilidade de moradores de rua.

Sob esse viés, pode se destacar como uma causa da arquitetura hostil a buscar por lugares limpos e que não traz insegurança para frequentadores de ambientes públicos, como praças e parques. Segundo dados do IBGE, em 2023 foram registrados, no território brasileiro, cerca de 220 mil pessoas em situação de rua, dados alarmante pois esse grupo minoritário está espalhado entre os principais pontos das cidades. Assim, muitas pessoas se sentem inseguras e se incomodam ao caminhar por localidade onde à a presença desse grupo, com medo de serem furtadas e devido ao cheiro forte que existe. Diante disso, a arquitetura hostil se apresenta como uma alternativa para sanar esses problemas.

Entretanto, diversas conquências são geradas a partir da implantação dessa arquitetura nos centros urbanos, dentre elas está a vulnerabilidade do moradores de rua. Segundo Iain Borden, somos cidadãos da república apenas na medida em que estamos trabalhando ou consumindo mercadorias diariamente. Assim, os moradores de rua não são vistos com cidadãos e sim como apenas um grupo de pessoas e que sofre preconceito devido a situação em que se encontra esses indivíduos. Desse modo, o Governo pouco se importa para onde esse grupo vai se refugir com a instalação desse tipo de arquitetura.

Portanto, diante dessa problemática, se faz necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério de Assistência Social e do orgão das Relações Internacionais, crie projetos e busque parceirias estrangeiras, a fim de acolher esse grupo minoritário e proporcionar vagas de emprego, para que eles tenham oportunidade de ganhar seu dinheiro e se sustentar, evitando assim o refúrio para as ruas.