A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 14/03/2024

A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Muitos dizem que a arquitetura hostil vincula a exclusão social em nossas cidades urbanas, um mecanismo projetado para marginalizar e excluir certos grupos da sociedade, provocando os direitos humanos fundamentais. Outros acreditam que é um simples reflexo estético.

A arquitetura hostil se manifesta de várias formas, desde os bancos de praça com divisórias desconfortáveis até estruturas que visam desencorajar a presença de pessoas em situação de rua, como pontas em corrimões e protuberâncias em locais de descanso. Essas medidas aparentemente inofensivas são, na verdade, barreiras físicas que impedem o acesso igualitário aos espaços públicos, promovendo uma separação de classes.

Entretanto, não podemos deixar de salientar que na atual situação que o Brasil se encontra, a criminalidade está fora do controle. Como podemos observar no dia a dia, muitos criminosos ficam em espaços públicos só esperando uma presa e uma oportunidade para concluir o roubo. Como saber quem é quem?

Esse assunto é um grande dilema, pois a arquitetura hostil não apenas viola os direitos humanos fundamentais, mas também alimenta um ciclo de pobreza e marginalização. Essa prática os impede de participar da vida comunitária e de buscar oportunidades que lhes permitiriam melhorar suas condições de vida.

As Políticas pública precisam pensar em algo que façam intervenções que respeitem os direitos humanos e promovam a inclusão social. Somente assim poderemos construir cidades verdadeiramente inclusivas e acolhedoras para todos.