A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 13/03/2024
O Brasil é um dos países que mais enfrentam a desigualdade social, com isso o número de moradores de rua no país é bem alto, principalmente nos principais centros urbanos. Entretanto, existe uma arquitetura hostil criada para tirar esses sem-tetos dos espaços públicos, porém esse método é antiético e pode ser considerado urbanicídio. Segundo o documento “Declaração Universal dos Direitos Humanos” promulgado pela ONU e assinado pelo Brasil, é obrigação do Estado garantir liberdade, segurança e qualidade de vida para todos.Entretanto, a realidade vai contra esses direitos.
Certamente, a arquitetura hostil é um método antietico de tirar os moradores de rua dos locais públicos. Essa arquitetura é construída a partir de bancos projetados para que não seja possível deitar sobre eles, pontas de metal em parapeitos de edifícios, instalações de pedras ou inclinações,entre outros. Desta forma os moradores de rua são privados de sua liberdade e passam por mais dificuldades ainda de sobreviver. Por isso essa arquitetura pode ser considerada um urbanicídio que segundo urbanistas e arquitetos são tipos de violência que ocorrem no meio urbano.
Ademais, esses métodos acabam por criar uma segregação nos locais públicos. A arquitetura hostil é um meio de exclusão social que tem uma falsa solução de expulsar os sem-teto. Isso apenas troca o problema de lugar e não resolve de fato. Porém já existem leis que ajudam a acabar com essa arquitetura hostil, também existem projetos que ajudam os moradores de rua a não sofrerem com a arquitetura hostil, feitos principalmente pelo Padre Júlio Lancellotti que recebeu diversas críticas por isso. Mostrando assim o caráter da sociedade.
Portanto, para resolver esse problema o governo deveria abandonar as medidas de arquitetura hostil e resolver isso dando auxílio para essas pessoas além do Ministério Das Cidades e Política Nacional De Desenvolvimento Urbano deve tornar os espaços públicos mais seguros e democráticos com a criação de atividades nestes locais.