A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 14/03/2024
De acordo com o G1 (Portal de Notícias da Globo), o estado de SP (São Paulo) contém mais de 100 mil pessoas em situação de rua. Com a finalidade de evitar esses moradores em espaços públicos, a arquitetura hostil tem se mostrado mais presente, agravando a exclusão social e podendo impactar negativamente o meio ambiente.
A exclusão social agravada pela arquitetura hostil é causada pela falta de acessibilidade e acolhimento para pessoas em situação de rua. A instalação de divisórias em bancos ou a inclinação de superfícies planas para evitar que as pessoas se deitem nelas são medidas frequentemente adotadas para evitar que moradores de rua usem esses espaços para descansar ou dormir, podendo empurrá-los para áreas mais marginais e perigosas.
Além disso, muitas das medidas adotadas nessa arquitetura, como o uso excessivo de concreto, a instalação de grades e barreiras, e a remoção de áreas verdes, tem um impacto negativo no meio ambiente urbano. A falta de acesso a espaços verdes e à natureza, por exemplo, pode afetar negativamente a saúde física e mental dos moradores de rua, aumentando seu risco de problemas de saúde, estresse e isolamento social.
Por isso, com a finalidade de resolver esses problemas, o Governo Federal, juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), a partir de novas políticas públicas, deve promover a consulta ativa às comunidades locais e a implementação de diretrizes de design universal e sustentáveis que garantam a acessibilidade e a igualdade de acesso aos espaços urbanos. Só assim, esse problema será evitado.