A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 15/03/2024

Caminhos para uma arquitetura humana

Cada vez mais está mais evidente um grande desafio brasileiro: a busca de uma arquitetura inclusiva. Uma proposta que deveria ser simples se torna uma missão impossível quando conta com a invisibilidade do estado e o silêncio da mídia.

Diante disso, pode-se concluir que o governo é o grande culpado da arquitetura hostil presente nas cidades brasileiras. Isso acontece porque os políticos, que deveriam estar preocupados com a população, se concentram em gastar suas energias e projetos em busca de um benefício próprio ou em ações lucrativas. Sendo assim, fica claro que o Estado tenta omitir as necessidades e problemas da população, obrigando pessoas em situação de rua a se retirarem da cidade, já que o que encontram é bancos não preparados para dormir e pedras nas calçadas.

Por outro lado, a mídia ocupa um local muito importante em relação a arquitetura hostil. Ela apresenta um papel fundamental de cobrança dos governantes, sendo feito uma pressão para que atitudes sejam tomadas e mudanças realizadas. O que é visto é o silêncio da mídia, deixando cada vez mais que o Estado congele suas atitudes a respeito do tema. A partir disso, a população não toma conhecimento do tema e a cobrança de soluções fica ainda mais escassa, já que a população atingida é a mais esquecida.

É necessário intervir nesse ciclo, cabe ao ministério da infraestrutura realizar mudanças e lutar pelo direito dos cidadãos. A arquitetura hostil deve ter fim, buscando ser inclusiva e proporcionando bem estar a todos. Além disso, as grandes emissoras devem ser agentes de informações, informando e cobrando mudanças. Só assim poderemos, um dia, ter um Brasil com uma arquitetura inclusiva.