A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 15/03/2024
No filme “Um Hotel bom pra Cachorro”, um casal de irmãos perdem os pais e são obrigados a viverem por si só, sem depender de ninguém, e uma arquitetura hostil poderia ter prejudicado os irmãos de forma com que desastres poderiam ter acontecido. Assim como no filme, muitas pessoas são obrigadas a sair de casa e consequentemente viverem nas ruas, observando-se que a arquitetura hostil é uma forma de exclusão social para pessoas menos favorecidas. Isso acontece porque ainda existe um grande preconceito que causa a marginalização de muitas pessoas pelo simples fato de terem menos oportunidades.
A arquitetura hostil, para começar, não é uma resolução para qualquer tipo de problema, já que ele não resolve nada, apenas muda o problema de lugar. Ao impedir com que moradores de rua permaneçam em determinadas regiões, eles serão obrigados a mudarem de ambiente, ou seja, eles continuarão na mesma situação, porém em outro lugar.
Além disso, esse tipo de arquitetura fere os direitos civis dos cidadãos, já que os espaços públicos são para todas as pessoas frequentarem e essa arquitetura faz com que apenas uma parte mais rica e privilegiada possa estar nesses locais, ferindo o que é alegado pela Constituição Federal. A arquitetura hostil faz então com que o mundo seja apenas para quem tem condições, e quem não a tem, acaba sendo marginalizado, indo para regiões mais pobres e menos seguras, aumentando então os problemas.
Portanto, a arquitetura hostil vem sendo um desafio cada vez mais comum no Brasil, separando as classes e aumentando as desigualdades. Para que esse problema possa ser resolvido, o governo deve fazer ambientes próprios de moradia e trabalho para as pessoas que são prejudicadas por essa arquitetura por meio de campanhas e reaproveitamento de construções abandonadas com a finalidade de trazer a população de rua para dentro da sociedade, contribuindo para que essas pessoas consigam moradia, trabalho, saúde e segurança, ou seja, para que elas consigam ter acesso aos seus direitos básicos.