A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 16/03/2024
Atualmente, muitos casos da chamada arquitetura hostil vêm sendo relatados, o que é muito ruim, pois ela trata-se de projetos arquitetônicos pensados para afastar e impedir a permanência de determinadas pessoas nos espaços públicos, como aquelas em situação de rua, o que gera um grande problema social: a exclusão. A arquitetura hostil é usada como mecanismo de exclusão social por causa da aporofobia presente na sociedade atual e por causa da falta de medidas contra a pobreza e a miséria vindas do governo.
Em primeiro lugar, é necessário entender que a aporofobia é conhecida por ser uma rejeição, um preconceito ou até uma aversão aos pobres, ou seja, quando é dito que a sociedade possui aporofobia significa que ela rejeita os pobres e os exclui de determinadas situações. É possível enxergar isso na arquitetura hostil que impede que moradores de rua deitem em bancos ou em calçadas e serve para afastá-los daqueles lugares. Isso significa que a aporofobia é, sim, uma forma de exclusão social presente em muitas cidades do Brasil e ela não acaba com a pobreza, apenas a mascára.
Em segundo lugar, a falta de medidas para combater a pobreza vindas do governo também contribui para isso, pois quanto menores elas forem, maior será o número de pessoas em situação de rua que são excluidas pela arquitetura hostil. Por conta disso, algumas pessoas, como o padre Júlio Lancellotti, vêm se mobilizando e criando medidas para combater essa situação. Porém, apenas pequenos focos localizados de combate não vão acabar com a exclusão social dessas pessoas, são necessárias medidas do governo em diversos lugares para acabar com ela.
Com isso, é possível concluir que o governo deve, por meio de campanhas de conscientização, mostrar à população que o caminho contra a pobreza não é a hostilidade com os pobres, e deve também criar medidas que a combatam, como leis e decretos, para que a exclusão social deixe de ser um problema causado pela arquitetura hostil.