A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 16/03/2024
A arquitura hostil, é um mecanismo social de infraestrutra, do qual separa classes sociais, e essa separação vai de muros com grandes estacas, até bancos desconfortaveis, isso impacta diretamente pessoas com condições de rua, que não tem moradia e utilizam tais espaços para dormirem ou armarem barracas. Mas esse tipo de arquitetura não vai somente ao ponto de espantarem essa porcentagem da população dos espaços públicos.
De acordo com o G1, em 2021 a população de sem-teto em Campinas foi de 932 pessoas, tendo uma alta de 19% sobre a quantidade de 2019. A arquitetura hostil não só impacta na vida dos cidadãos nessas condições, afetando também a condição desses lugares onde o uso é universal, piorando o problema ainda mais, e afundando o caso cada vez mais embaixo, agravando a situação de diversas pessoas que utilizam essas infraestruturas em sua rotina, além de afastar os sem-teto dos espaços públicos, sendo vistos como incapazes de utitlizar tal estrutura somente porque não realizam algum papel na sociedade capitalista, e assim o valor humano é desumanizado por esse tipo de construção. Esse problema também é ligado ao proprio sistema capitalista, onde o local urbano se torna cada vez mais extressante e vazio com o tempo, se tornando agressivo às pessoas e ainda mais aos “mendigos”.
A arquitetura hostil é uma solução simples e custosa a longo prazo para a populção, com o proposito de afastar cidadãos de rua de locais como estações de metros, calçadas, praças entre outros locais de uso público, e essa medida agrava ainda mais a situação, resolvendo o problema de forma simples e cruel, dificultando o acesso a esses espaços e deixando o morador de rua ainda mais longe da sociedade, isso trás insegurança para as pessoas utilizarem esses espaços, tanto por causa desse preconceito e do aumento da criminalidade nos centros urbanos, afastando a populção de encotros sociais, e aumentando cada vez mais a individualidade, distantanciando a população outras classes sociais, aumentando a desigualdade social e destruindo o proposito da infraestrutura pública.