A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 16/03/2024

“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” Essa frase é uma citação da música “Que país é esse” da banda Legião Urbana. Esse trecho representa a esperança dos cidadãos do país sobre as novas gerações. Atualmente é muito comum que haja esperança nas novas gerações mesmo que seja comum que atrocidades aconteçam no dia a dia. Um exemplo disso é a arquitetura hostil, que é utilizada com o intuito de não permitir que moradores de rua não durmam em determinados lugares, ou que jovens não possam aproveitar o lugar.

Nesse sentido, é possível perceber que a arquitetura hostil é feita com o intuito de privar as pessoas de usufruírem de determinados locais públicos da maneira que quiserem. Existem locais onde os bancos das praças são divididos em várias partes para que moradores de rua não possam dormir nos mesmos. Esse tipo de atitude acontece por todo o Brasil e de várias maneiras diferentes, sejam bloqueios de bancos para evitar que pessoas possam dormir neles até o bloqueio de pontes para que os moradores de rua não possam viver sob elas mesmo não tendo condições de viver em outro lugar.

Além disso, a arquitetura hostil afasta os moradores da região, pois em uma tentativa de preservar o local, eles privam as pessoas de viver nestes locais e usufruir dos mesmos. Os locais públicos têm muitos impedimentos colocados para que não só os moradores de rua não vivam lá, mas também para evitar a prática de esportes de adolescentes, por exemplo. Esses impedimentos são feitos com a motivação de preservar e deixar o local público mais limpo, porém, isso prejudica a sociedade de muitas maneiras.

Para que esses problemas em relação à arquitetura hostil sejam amenizados, é necessário que o governo faça mudanças nas cidades. É preciso que sejam construídos locais para abrigar os moradores de rua para que assim, não haja mais a necessidade de ter impedimentos em bancos e sob pontes para que essas pessoas durmam nesses lugares. Seria preciso também a construção ou liberação de locais para que jovens possam frequentar normalmente e sem preocupações.