A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 01/04/2024

Desde a abolição da escravatura em 1888, houve uma intensa marginalização dos negros no Brasil, os recém-libertos não tiveram nenhum tipo de amparo, deixados à deriva. Atualmente, as pessoas em situação de rua se encontram no mesmo cenário, sujeitas a diversos de tipos violência, dentre elas a Infraestrutura adversa. Por isso, torna-se fundamental analisar a arquitetura hostil como método de exclusão social, destacando a banalização estatal e o preconceito da sociedade.

De início, é imperioso notar que a omissão governamental potencializa a construção da arquitetura hostil nos espaços urbanos, esse tipo de estrutura busca afastar as pessoas em condição de rua, impedindo que certos lugares sejam impossíveis de comportar uma pessoa deitada. Notadamente, a falta de medidas para solucionar esse problema gera ainda mais a exclusão desses invídividuos, que muitas vezes, não têm seus direitos básicos garantidos. Segundo o filósofo Thomas Marshall, a efetivação depende da conquista e garantia dos direitos civis, políticos e sociais. Por isto, percebe-se que o poder público tem sido ineficiente em garantir o direito à moradia das pessoas em situação de rua, comprovando que a cidadania está despedaçando-se devido à omissão do Estado.

Do mesmo modo, o preconceito estrutural, agrava a vulnerabilidade na qual as pessoas em situação de rua encontram-se, visto que promove o isolamento social deste grupo, deixando-o sem assistência. De acordo com a ideologia isonômica, exibida pelo filósofo Aristóteles, define que os indivíduos devem promover a equidade entre si, para a manutenção do bem-estar social. No entanto, a discriminação no corpo social, impede a execução da isonomia, tornando-a uma ideia utópica. Logo, para enfrentar o preconceito, é importante fazer o exercício da empatia com o próximo, independente de seu cenário socioeconômico.

Portanto, considerando as informações supracitadas, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Por isso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de sensibilização, por meio de palestras e anúncios publicitários, a fim de incentivar a sociedade a praticar a empatia com as pessoas em situação de vulnerabilidade e estimular a inclusão deste grupo. Espera-se, assim, que o corpo social seja cada vez mais inclusivo e solidário, para atingir a isonomia social.