A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 25/03/2024
A moradia é um direito básico garantido no Art. 6° da Constituição Federal, toda via nem toda a população desfruta disso, visto que no Brasil há uma elevada taxa de pessoas, que, por diversos motivos vivem em situação de rua. O dever do Estado, seria oferecer suporte a esse público, mas, ao contrário disso dissiminam a aplicação da arquitetura hostil, fazendo com que pessoas que já possuem pouco, sofram mais ainda pela exclusão social.
A arquitetura hostil tem ganhando cada vez mais espaço nas cidades, e o motivo é óbvio, evitar que a população de rua possa utilizar determinados espaços para se instalar. Esse tipo de projeto visa a implementação de ¨obstáculos¨, como barras em bancos de praças, objetos pontiagudos em fachadas, pedregulhos sob viadutos, dentre outros, para que, cumprindo seu obejtivo, os visitantes e moradores não vejam a cidade como precária. Na visão comercial e de uma parte da população, essas ações estão corretas, já que com a não presença de moradores de rua dormindo e vivendo sobre locais públicos, sentem maior segurança e agradabilidade visual.
Toda via, essas ações prejudicam as pessoas que estão em situação vulnerável, pois aumentam ainda mais a exclusão social, fazendo com que não tenham nenhum local no qual se sintam acolhidos, afastando-as ainda mais do convívio em sociedade, e de talvez acharem uma oportunidade para melhorar de vida, já que são obrigadas a se deslocarem para longe dos centros. Essas ações são desumanas, e não trazem soluções, e sim mais problemas. Não pode haver uma generalização de pensamentos agressivos referente a essa parte da população, pois muitas vezes não tem outras opções, e necessitam fazer o possível para sobreviverem.
O Estado deveria cumprir seu papel de ser inclusivo e trazer soluções. Proibir o uso desse tipo de arquitetura, e através de albergues, e oportunizações como empregos e tratamento de vícios, retirar essa populção das ruas por meios humanizados. A população vulnerável clama por apoio e atenção, e não por mais exclusão e sofrimento.