A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 15/04/2024
A arquitetura hostil é uma forma de construção violenta, que se relaciona diretamente com o conceito de aporofobia, a fobia aos pobres, termo utilizado pela autora espanhola Adela Cortina. Esta forma de construir tem o objetivo de afastar os pobres de locais públicos com a utilização de divisória em bancos de praças ou pedras em baixo de pontes. No entanto, fica alguns questionamentos, à quem, a cidade pertence? essa é a melhor maneira de resolver o problema?
Primeiramente, a arquitetura hostil assemelha-se ao apartheid do século XX, na Africa do Sul, que foi uma separação imposta por uma classe branca dominante, em face dos negros e pobres. Entretanto, em ambos os casos, os governantes e os socialmente abastados, não possuem legitimidade para excluir essa parcela da população. Ao contrário do que alguns acreditam o meio urbano é intimamente ligado a todas as pessoas que o habitam, logo, as cidades pertence a todas as pessoas.
Outro fator diz respeito ao fim da escravidão no Brasil em 1888, apesar de findada no papel, na prática os ex-escravos ficaram ás margens da sociedade, nas perifierias, com os piores empregos, sem políticas voltadas a sua integração, Dessa forma, fica fácil perceber porque a base da piramide social no país é formada 75% por pretos e pardos, segundo o IBGE, Senso assim, é incontestável que a arquitetura hostil é so mais uma medida excludente com objetivo de empurrar um problema social para longe dos olhos das pessoas.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados é preciso seriedade do governo para substituir as políticas segregacionistas por novas medidas integrantes, de modo que, diminua a desigualdade social enraizada no território nacional. Sendo assim é nescessario levar educação de qualidade até nossas periferias, capacitar os jovens e gerar empregos, estas medidas, mesmo que indiretas, vai acabar com o problema social dos desabrigados e colocará a arquitetura hostil ao lado do apartheid nos livros de história como exemplo de políticas excludentes e preconceituosas.