A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 10/04/2024
Na série “Maid” é retratada a vida de uma jovem mãe que enfrenta dificuldades econômicas, e, por isso, busca diariamente por locais nas ruas de sua cidade para se estabelecer junto a sua filha. No entanto, enfrentam dificuldades na acomodação devido à arquitetura hostil, um desing urbano que exclui e limita cidadãos de usufruírem de um determinado espaço. Fora da ficção, o cenário encontrado na nação não é divergente, uma vez que a problemática da arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social persiste e é vivenciada por muitos brasileiros.Tendo o impasse em vista, nota-se como fatores impulsionadores a desigualdade social e a negligência política.
Em uma primeira análise, pode-se observar a distinção entre classes sociais como um elemento agravante, uma vez que tal medida foi criada com o intuito de inibir o uso de certas áreas por parte de pessoas que vivem em situação de rua. De acordo com o termo “Amensalismo social”, desenvolvido por Jason Lima, linguista brasileiro, a classe dominante, para manter seu poder, busca impedir o desenvolvimento de outra classe menos favorecida, prejudicando a garantia de seus direitos. Tal pensamento pode ser articulado ao tema em questão, pois a camada social mais favoverida promove essa arquitetura com o objetivo de impedir que outras pessoas usem certos locais para descanso e lazer. Consequentemente, essa atitude infrige o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, que cita o lazer como direito de todo cidadão.
Paralelamente, tem-se o descuido político como outro incentivador, já que os órgãos públicos têm consciencia acerca do impasse, mas não tomam medidas que visem a melhoria na qualidade de vida dessa parcela populacional que sofre com o problema. Nota-se que durante o período de urbanização não foi realizado nenhuma planejamento no centro urbano para a recepção dos indivíduos que estavam deixando o meio rural em busca de melhores condições. Entretanto, as mesmas se depararam com um inchaço populacional, acarretando na divisão social de acordo com os poderes aquisitivos de cada um. Depreeende-se que desde tal época as condições não obtiveram melhoria, e, hodiernamente a sociedade continua lidando com a falta de zelo e planejamento governamental, bem como