A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 10/10/2024
Anteriormente, o histórico escravista do Brasil, que durou mais de 400 anos, cau-sou na população características, as quais o brasileiro leva até hoje, em sua maioria responsáveis pela segregação do povo, seja racial, econômica, e agora na arqui-tetura. Hodiernamente, a “arquitetura hostil” segrega as pessoas, em específico as que estão em situação de rua, sendo um agravador da situação do rico e do pobre, além do -passado histórico-, e a -indiferença por parte do governo- é também mais uma das causas desse problema nacional.
A priori, de acordo com o antropólogo francês Claude Levi-Strauss “para entender-se a sociedade, antes é necessário estudar seu passado histórico”. Nesse sentido, o contexto histórico brasileiro ser repleto de injustiças, raciais e socio-econômicas, as quais são responsáveis pela arquitetura hostil. Ou seja, bancos com designs ondu-lados, calçadas com grades ponteagudas, a região embaixo dos viadutos completa-mente lotada de “mini-esculturas”, impedindo alguém de se quer sentar-se, tudo isso são exemplos do Brasil colhendo os frutos que plantou no passado, onde o rico quer enriquecer em detrimento do pobre, e se quer conviver no mesmo local.
A posteriori, segundo o filósofo Rousseou, em toda sociedade existe um Contrato Social, o qual o povo e o Estado tem seus direitos e deveres. Em paralelo a isso, o Brasil tem a Costituição Federal de 1988, a qual no artigo 5°, garante igualdade de todos os brasileiros. Porém, em 2022, quando o Brasil voltou ao mapa da fome (de acordo com o IBGE), tornou-se fato que existe uma extrema desigualdade, a qual o governo tem uma posição de indiferença, infelizmente governando apenas para os mais ricos e esquecendo dos mais necessitados, quebrando o 5° artigo da Lei.
Portanto, é notório que o Brasil é um país extremamente estratificado, onde os que estão mais acima não se importam com os que estão mais abaixo. Destarte, é necessário a imediata ajuda do Poder Executivo, especificamente das prefeituras de todos os municípios, fazendo programas de acolhimento, habitações, parques e praças com arquiteturas inclusivas onde todos aproveitem, a fim de minimizar a segregação de séculos e acolher o povo previamente excluído, além de comprir com as leis da Constituição Federal.