A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 30/04/2024

Segundo o historiador Ian Borden “Somos cidadãos da república apenas na medida em que estamos trabalhando ou consumindo mercadoria diretamente”, demonstrando a hostilidade do Estado com as pessoas desabrigadas, isto pode ser percebido em várias áreas da sociedade uma delas é a arquitetura que é usada como um mecanismo de exclusão social. Tentando manipular o comportamento humano e deixando essas pessoas ainda mais vulneráveis.

A princípio, é importante ressaltar que o Estado desde os primórdios da civilização tenta modificar o comportamento humano, sendo pela força ou por coerção, mas sempre inibindo os cidadãos de ocuparem os espaços com suas individualidades, deixando-os fora das cidades e os excluindo do convívio social.

Da mesma forma, acontece uma desumanização das pessoas em situação de rua, por parte do governo que ao invés de acolher essa população tão vulnerável à exclui do convívio social, demonstrando a ineficácia da administração pública para resolver o grande número de desabrigados nas ruas dos grandes centros urbanos.

Conclui-se que, o poder estatal tenta inibir o povo de ocupar os espaços feitos para eles, e que falha em atender as demandas da população mais vulnerável. Diante disso, o Estado em conjunto com as prefeituras dos municípios devem proibir o uso de elementos arquitetônicos para o malefícios da população, também é de suma importância criar mais abrigos dignos para essas pessoas. Desse modo, teremos uma sociedade mais igualitária e que não vê seus cidadãos como meras engrenagens para mover o sistema.