A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 03/05/2024
Com o avanço da sociedade e do capitalismo, as pessoas seguem um estereótipo que visa os lucros e os bens materiais como principal forma de ser cidadão. Diante dessa perspectiva, é notório a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Nesse prisma, é importante analisar dois aspectos importantes: a negligência governamental e a naturalização do problema.
Em primeira análise, é evidente a negligência governamental como um dos principais fatores. Segundo a Constituição Federal “É de direito que toda pessoa tenha acesso a um lar e a uma comunidade segura para viver”. Entretanto, o governo não cumpre com essa prerrogativa, pois não tem eficácia em garantir os direitos dessas pessoas, acabam tomando atitudes para inibir o indivíduo, levando aumentar ainda mais a discriminação com essa população que pouco ou nada possui.
Ademais, é fundamental apontar a naturalização do problema para a sociedade brasileira. No livro “É assim que acaba” da autora Colleen Hoover, um dos personagens principais “Atlas” era morador de rua no qual passava por diversas dificuldades, como o desprezo das pessoas entreligado ao sentimento de não pertencimento na sociedade no qual vivenciava. Fora do drama, essa realidade é vivenciada em nossa sociedade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério Público, invista na construção de lares temporários, para evitar que as pessoas carentes fiquem vagando pelas ruas ou dormindo em sarjetas, por intermédio do Ministério do Trabalho, promova mais oportunidades de empregos, para que esses indivíduos tenham uma renda mensal e que obtenham a oportunidade de ser reconhecidos pela sociedade. Assim, a Constituição Federal será cumprida e suas leis respeitadas.