A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 17/06/2024
Define-se como arquitetura hostil um desing que utiliza recursos para restringir que um determinado grupo social, sendo mais afetadas as pessoas em situação de rua, use aquele espaço para atividades de lazer, visando diminuir a criminalidade, afastando as mesmas daquele lugar. Em outra visão, a arquitetura hostil é um mecanismo de exclusão social, ela é provocada pela aporofobia um conceito de aversão aos pobres e a inificiência governamental sobre essas pessoas.
Primeiramente, a aporofobia é o fator mais agravante. Como afirma o escritor inglês Aldous Huxley “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.”, a arquitetura hostil apenas afasta o problema de lugar levando esses indíviduos a lugares mais afastados dos centros urbanos, que agora tem que dormir dentro de buracos de pontes e viadutos, dificultando ainda mais a possibilidade de auxílio à essas pessoas e acabam excluíndo-as da sociedade de vez.
Ademais, a inefeiciência governamental sobre essas pessoas ajuda essa exclusão social. Segundo o terceiro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, a aplicação das leis é mais importante do que sua elaboração. Vemos que essas afirmação carece de efetividade uma vez que não cumpre com o Artigo 6º da nossa Constituição Federal, que garante como direito a moradia aos cidadões, mas que de acordo com a Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, o número de moradores de rua aumentou em 105% nos últimos 3 anos, e junto a essa arquitetura, são milhares de pessoas sem ter aonde dormir.
Sendo assim, para solucionar problemas de aporofobia e a ineficiência governamental, é necessário atuar nos dois campos. Em primeiro lugar, o Governo Federal deverá tornar a lei “Padre Júlio Lancellotti” mais efeitva, por meio de mais inspeções nos centros urbanos, o que permitirá menos locais que possuam essa arquitetura hostil. Em segundo lugar, o Governo também, deverá criar centros que possam ajudar essas pessoas a ressocialização, por meio de ONG’s, o que permitirá a inclusão dessas pessoas, trazendo-as de volta para a sociedade. Assim, viveremos em uma sociedade sem a arquitetura hostil e inclusiva com as pessoas.