A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 11/09/2024

Na famosa canção “Imagine”, John Lennon descreve uma sociedade ideal, marcada pela igualdade. Todavia, esse cenário está distante da realidade no Brasil, dado que, mecanismos de exclusão social, como a arquitetura hostil, ainda vigora no país. Logo, a falta de fiscalização governamental e o silenciamento midiático são as principais causas.

Nesse viés, é válido destacar a íntima relação da falta de monitoramento estatal com esse revés. Diante disso, o livro “Cidadão de Papel”, escrito por Gilberto Dimenstein, evidencia que é dever do Estado garantir o bem-estar social. Por essa lógica, ao se omitir com a falta de rondas efetivas que fiscalizem uma possível hostilidade na arquitetura das construções públicas, o governo viola o conceito estabelecido por Dimmestein, visto que, construções exclusivas agravam a precária situação vivenciada pela população sem moradia. Consequentemente, moradores de rua estão sujeitos a não terem um único lugar para dormir.

Ademais, a quietude da mídia é um sério agravante. Acerca disso, conforme o educador Paulo Freire, ninguém luta pelo que não conhece ou entende. Nessa óptica, os canais de comunicação falham em democratizar a informação para combater embaraços, em virtude de não haver frequentes reportagens sobre a situação da arquitetura hostil no Brasil. Dessa forma, por falta de visibilidade midiática o corpo social carece de informações que os incentivem batalhar por soluções a respeito desse quadro, o que gera a banalização perante à rotineira segregação de classes sociais em prédios públicos.

Portanto, cabe ao governo federal — em função de ser o promotor do bem-estar social — erradicar essa mazela. Isso ocorrerá por intermédio da formação de uma frota policial, a fim de fiscalizar em todo o território nacional a arquitetura hostil. Além disso, o poder público irá trabalhar em conjunto com a Rede Globo (importante veículo de comunicação), órgão que será responsável pela criação de reportagens sobre a necessidade de enfrentar a hostilidade na arquitetura, para que, enfim, esse problema seja remediado.