A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 24/09/2024
Na obra literaria Utopia escrita por Thomas Moore, se vê uma sociedade perfeita, onde não há problemas nem conflitos sociais. Porém quando feito um paralelo entre a obra e a realidade torna-se notório que esses ideais não sairam do papel, visto as dificuldades sociais enfrentadas no Brasil e seus impactos na população brasileira.
Em primeira análise, é importante resaltar que o Brasil não é um pais com igualidade financeira para toda sua população, fazendo desse modo que haja muitas pessoas com difícies situações finaceiras. No livro A Seleção, pode-se ver um retrato de uma sociedade dividida por castas, onde o seu capital determina em qual casta você está, dessa maneira havendo uma comparação com a realidade vivida por muitos brasileiros, onde dependendo da sua renda mensal, você poderá morar em condominios de alta segurança ou em ambientes onde a luz e o saneamento básico são luxo.
Em segunda análise, se faz de extrema importância um estudo mais profundo das condições de moradia enfrentadas pelos índividuos vistos como “vagabundos”, que não têm condições de arcar com as despezas de uma residência, acabam tendo que lidar com a chamada arquitetura hostil que se manifesta por meio de barras ao centro de bancos, gradis ao redor de uma praça, espetos afiados em canteiros e pedras pontiagudas sob viadutos, tudo isso com o intuito de afastar essas pessoas, as impossibilitando de usarem esses lugares para descansarem ou para seu lazer.
Em vista de tudo que foi dito anteriomente, torna-se obrigação dos orgãos governamentais tomar medidas que enfrentem tais dificuldades monetárias e também a arquitetura hostil que muito prejudica a população em situção de rua, medidas com efeito imediato, como a criação de uma bolsa aluguel, de mais repúblicas e moradias provisórias.