A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 21/10/2024

A arquitetura hosti é um conceito que fala de elementos urbanísticos projetados para gerar a presença de determinados grupos sociais, transforma a cidade em um espaço de exclusão. Essa prática, muitas vezes justificada pela necessidade de segurança, ignora a complexidade da exclusão social e criminaliza os grupos vulneráveis.

Bancos com braços, grades em áreas públicas, espinhas e pistas de obstáculos em calçadas, iluminação excessiva ou inexistente, e até mesmo música alta e cheiros fortes são exemplos de arquitetura hostil que pretendem afastar pessoas em situação de rua, moradores de rua, usuários de drogas e pessoas com deficiência fisicas e visuais.

A intenção por tras dessa prática é clara: impedir a presença de grupos considerados indesejáveis em espaços públicos, restringindo seu acesso a serviços básicos e estigmatizando-os. A arquitetura hostil perpetua a desigualdade social e a segregação urbana, desumanizando os indivíduos e transferindo o problema para outro local.

É fundamental que arquitetos, urbanistas e gestores públicos reflitam sobre o papel da arquitetura na construção de uma cidade justa e inclusiva. A arquitetura hostil não é a solução, mas sim parte do problema. A construção de uma sociedade mais justa exige que o espaço urbano seja projetado para acolher a todos, sem discriminação e sem exclusão.