A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 02/11/2024

Segundo o artigo 6º da Constituição, a moradia é um direito de todo cidadão brasileiro. Entretanto, devido à desigualdade social, parte da população vive em situação de rua, por essa razão ela utiliza de ambientes públicos como locais de descanso. A presença dessas pessoas é mal vista pelos mais ricos, então mecanismos de exclusão, como a arquitetura hostil, são amplamente usados nos municípios. Assim, a base desse tipo de construção está na aporofobia, a qual está enraízada na sociedade, o que implica na organização da cidade.

A mentalidade aporofóbica é definida pela discriminação daqueles que vivem na pobreza. Ela é baseada na crença que limita os pobres à sua condição social, que provoca desconforto onde a elite frequenta, e ignora o fato que eles são pessoas que prescisam de ter as necessidades asseguradas. Apesar disso, o interesse da classe dominante é posto como mais relevante em relação o bem estar de uma parcela dos brasileiros.

Consequentemente, os municípios brasileiros são projetados para excluir, conforme os mais ricos desejam. Isso, porque, como afirmou o filósofo Henry Levfbre, ao contrário do que seria ideal, as cidades não são pensadas para cumpir as demandas do povo, mas sim, dos interesses econômicos. Tendo em vista esse padrão desigual dos centros urbanos, observa-se a contradição entre o valor da vida e a perpetuação do preconceito.

Portanto, a estrutura das cidades devem ser repensadas afim de que os direitos de todos os brasileiros sejamk efetivamente garantidos. Para isso, é imprescindível que o Estado melhore o déficit habitacional do país, por meio da criação de mais moradias, que pode ser feita a partir da desapropriação de terrenos, com objetivo de mais indivíduos vivam com dignidade. Além disso, a mentalidade preconceituosa tem que ser combatida. Então, dessa forma, o Brasil será mais igualitário.